INFORMAÇÕES AOS ATLETAS

Essa sessão foi criada para auxiliar as informações dos treinos de todos os atletas. Todas as informações aqui existentes têm base científica e pode ser utilizado pelos atletas desde que tenha um acompanhamento de um educador físico.

Rapidez x Velocidade

“Rapidez é a Capacidade de realizar movimentos específicos no menor tempo possível.” (DINTIMAN et al, 1999).

“Capacidade dos processos neuromusculares e da própria musculatura de desenvolver força muscular e realizar força motora em um tempo mínimo”. (WEINECK, 1989).

“Capacidade de reagir a um estímulo com maior rapidez possível e realizar movimentos com maior velocidade”. (MARTIN et al, 1989).

Fatores que interferem:

Tipo de fibra, força muscular, capacidade coordenativa, via energética, fadiga, mobilidade (flexibilidade), temperatura muscular, características antropométricas, gênero, idade e fatores psíquicos.

Componentes da velocidade:

\"Velocidade de reação capacidade de aceleração velocidade máxima resistência de velocidade\". (WEINECK, 1992).

Portanto a velocidade pode ser: Cíclica e Acíclica

Velocidade Cíclica

Sob o ponto de vista da especificidade do voleibol, a velocidade cíclica pode ser subdivida ainda em velocidade básica, sprint e resistência de velocidade.

A velocidade básica é idêntica à capacidade de aceleração ou à força de sprint. Ela se caracteriza pelo alto poder de aceleração, representando o componente mais importante da velocidade cíclica.

A resistência de sprint contém a capacidade de absorver rápidas acelerações, sem que estas diminuam acentuadamente por todo o jogo. Ela depende de boa capacidade de recuperação e de resistência aeróbia bem desenvolvida.

A resistência de velocidade é a máxima velocidade que pode ser mantida o maior tempo possível em um período por um jogador.

Velocidade Acíclica

Os movimentos acíclicos se caracterizam por não apresentarem nenhuma repetição de partes de fases em seu processo de movimento. As atividades básicas de lançar, saltar, empurrar, levantar, são exemplos típicos de movimentos acíclicos. No esporte temos diversos exemplos como o drible, o soco, o saque, a prática do tênis de mesa, que são realizados com velocidade. Estes movimentos nunca se repetem da mesma forma.

A velocidade depende de alguns fatores ou condições. Veja aqui alguns exemplos

Força pura, coordenação, velocidade de contração da musculatura, viscosidade das fibras musculares, relação das alavancas tronco-extremidades, capacidade de reação ante a um estímulo apropriado.

“A velocidade de base é um fator herdado, portanto, um indivíduo nasce com ou sem uma boa velocidade de base, mas nunca se nasce um velocista\".

Existem várias classificações de diversos autores, entretanto, definiremos alguns tipos de velocidade que consideraremos importantes para o voleibol.

Velocidade de reação - É o tempo decorrido entre um sinal até o movimento muscular solicitado.

Velocidade de deslocamento - É a máxima velocidade que tem o atleta para se deslocar dentro de um espaço.

Velocidade dos membros - É a máxima capacidade que tem o atleta para movimentar com rapidez seus braços e pernas.

Velocidade de sprint - É a capacidade de executar movimentos cíclicos com bastante rapidez.

Capacidades Aeróbica e Anaeróbica

Capacidade Aeróbica é a capacidade que o organismo tem de captar, transportar e utilizar o oxigênio, ou seja, o oxigênio consumido no metabolismo da célula muscular aumenta proporcionalmente à intensidade de esforço físico até um valor limite denominado consumo máximo de oxigênio e expresso em litros por minuto (VO² máx.). Corresponde ao maior metabolismo aeróbico possível, portanto, ao consumo máximo de O². Ela é obtida através de testes de esforço específicos, cujo objetivo é produzir a maior alteração metabólica aeróbica possível, determinando-se a intensidade individual máxima de esforço.

Em outra definição, especialistas dizem que o treinamento aeróbico ou cardiorrespiratório propicia a melhora da capacidade da circulação central no fornecimento de O², assim como, o melhor aproveitamento do O² pelos músculos ativados durante a execução do exercício, permitindo ao indivíduo o desenvolvimento da capacidade de sustentar por um período longo de tempo, uma atividade física em condições de equilíbrio fisiológico (homeostase), ou seja, em \"steady state\" (estado estável).

Adaptações Fisiológicas ao Treinamento Aeróbico

Aumento do número e tamanho de mitocôndrias; aumento do trabalho enzimático oxidativo; aumento da quantidade de mioglobina; aumento do tamanho das células; aumento do volume plasmático; queda do hematócrito; facilitação do movimento sanguíneo; liberação de oxigênio no músculo; aumento do coração; aumento do volume plasmático; aumento do volume de ejeção; aumento do número de capilares; aumento da abertura dos capilares já existentes; aumento do volume plasmático não deixa comprometer o Sistema Nervoso; queda da Freqüência Cardíaca; dentre outros.

A Capacidade Anaeróbica inclui os esforços de curta duração, e de grande intensidade. Alguns exemplos: saltos, lançamentos, arrancadas, saque, batidas, chutes, socos. Estes esforços são tão intensos, que rapidamente provocam a falta de oxigênio durante o esforço, do que nosso sangue pode mandar. Essa capacidade produz energia a partir das reservas de ATP-CP musculares (no caso de exercícios intensos e de curta duração-imediato) e pela glicólise (nos exercícios um pouco mais longos - em curto prazo). Esse sistema é que garante os movimentos diários, pois utiliza fontes de energia que estão armazenadas no músculo e disponíveis para utilização imediata e também os carboidratos. Desta forma podemos concluir que toda atividade aeróbia inicia-se anaerobiamente.

Força

Quando se usa o conceito de força, precisamos distingui-la como grandeza física e como capacidade de executar movimentos esportivos, por exemplo. Como grandeza física, segundo a lei de Newton, ela é produto da massa pela aceleração F = m . a

Se este conceito de força se referir ao movimento esportivo, pode-se distinguir a força INTERNA, produzida pelos músculos, ligamentos e tendões, e a força EXTERNA, que age externamente ao corpo humano, por exemplo: a gravidade, o atrito, a resistência do ar, a oposição exercida por um adversário, ou um peso que se queira levantar.

De maneira geral, força é a característica humana com a qual se move uma massa (seu próprio corpo, ou um implemento esportivo), sua habilidade em dominar ou reagir a uma resistência pela ação muscular. Na teoria do treinamento, a força é entendida como um pressuposto para o rendimento, que permite se opor a uma resistência.

Treinamento de Força

A Força pode ser dividida em diferentes tipos: sobre a musculatura envolvida (força geral e local); sobre a especificidade da modalidade (força geral e especial); sobre o tipo de trabalho do músculo (dinâmico ou estático); sobre as formas de exigência (força máxima, força rápida e resistência de força); em relação ao peso corporal (força absoluta e força relativa).

Treinamento de Força

em relação a Idade e ao Sexo

Podemos estabelecer que o treinamento da força motora depende da maturação sexual e não da idade, embora esta possa ser considerada como um relógio biológico para alguns estudiosos, sendo a puberdade a época ideal para se aumentar a força e o período posterior a esta para se intensificar o treinamento da mesma.

Outra afirmação dos fisiologistas é a de que os jovens, antes de entrar na puberdade, não estão em condições adequadas para realizarem trabalhos musculares estáticos. Por isso, quando da escolha dos exercícios ou atividades, deve-se evitar aqueles trabalhos que contenham contrações de predominância estática.

Os exercícios estáticos para a criança provocam um cansaço precoce exacerbado, levando a um cansaço geral, que prejudica a aprendizagem sensório-motriz, que deve ser priorizada neste período. Devem ser oportunizados trabalhos de força de acordo com as características de cada idade: trepar, saltar, lançar, empurrar, e todas as outras formas de atividades físicas dinâmicas são mais indicadas.

Entre os 12 e os 15 anos de idade, o desenvolvimento da força deve ser priorizado no sentido transversal do corpo. Sem dúvida, deve-se programar exercícios de todos os tipos: jogos diversos, utilizando cordas individuais, medicinebol, espaldares, cabos de guerra, sacos de areia, etc., porém sempre deve ser pensado num trabalho de fortalecimento geral. Paralelamente a esse desenvolvimento, deve haver um trabalho de alongamento e mobilidade articular (flexibilidade).

O treino com halteres poderia ser iniciado no final da adolescência, por volta dos 15 anos de idade, com exercícios para fortalecer os grandes grupos musculares (tronco, peitorais, abdome, dorsais, glúteos, etc.). Só depois se inicia o trabalho da musculatura dos membros.

Algumas Recomendações para iniciar um trabalho com Pesos

• Iniciar com formas mais simples de sobrecarga: peso do próprio corpo, medicinebol, parceiros, peças lastradas, etc.

• Iniciar com exercícios de força geral e depois partir para os específicos;

• Dar importância ao aquecimento prévio;

• Aplicar o princípio da sobrecarga progressiva, ou seja, do leve para o pesado; do fácil para o difícil;

• Executar exercícios de alongamento entre os exercícios de carga;

• Observar cuidado especial às articulações sujeitas à carga, em especial à coluna vertebral;

• Realizar um trabalho muscular isotônico, prioritariamente quando se tratar de crianças e adolescentes;

• O rendimento das provas de força depende, em boa medida, da motivação e da coordenação. Em conseqüência, os exercícios devem ser realizados com boas capacidades de trabalho (quando existe cansaço treina-se resistência muscular e não força).

Trabalho Muscular

A Ação Muscular Concêntrica gera um encurtamento do músculo durante o movimento. Ocorre quando um peso está sendo levantado, por exemplo.

A Ação Muscular Excêntrica ocorre onde os músculos envolvidos estão se alongando durante a contração. Ocorre quando um peso está sendo abaixado de forma controlada, por exemplo.

A Ação Muscular Isométrica ocorre quando um músculo se contrai desenvolvendo uma força sem, no entanto, gerar movimento em uma articulação. Nenhum trabalho é realizado.

Flexibilidade

Definição

É a capacidade de realizar movimentos em certas articulações com apropriada amplitude de movimento (BARBANTI, 1994).

Capacidade de movimentar as partes do corpo, através de uma ampla variação de movimentos sem distensão excessiva das articulações e ligamentos musculares (GETTMAN, 1994).

É a capacidade e a característica de um atleta de executar movimentos de grande amplitude, ou sob forças externas, ou ainda que requeiram a movimentação de muitas articulações (WEINECK, 1999).

É a amplitude máxima passiva fisiológica de um dado movimento articular (ARAUJO, 1999).

Classificações da Flexibilidade

• Geral ou Específica

• Ativa ou Passiva

• Estática ou Dinâmica

Alongamento

\"Conjunto de técnicas utilizadas para mantes ou aprimorar os graus de movimento de uma articulação ou conjunto de articulações, de maneira segura e eficaz.\" (CARNEIRO e LIMA, 1999).

No Alongamento Estático a articulação é colocada em sua amplitude máxima. A partir de antão, o torque de alongamento é induzido pela força passiva da gravidade, por meio de manipulação de um companheiro ou através da utilização de pesos.

O Alongamento Balístico é caracterizado por movimentos repetitivos. O músculo é rapidamente alongado em sua Amplitude de Movimento (ADM), retornando imediatamente so seu cumprimento inicial.

A Facilitação Neuro-Muscular Proprioceptiva (FNP) é uma técnica que envolve uma contração máxima isométrica do grupo muscular a ser alongado ou do grupo muscular antagonista. As técnicas utilizadas são a de contração - relaxamento (CR) e a contração - relaxamento - antagonista - contração (CRAC).

Fatores que limitam a Flexibilidade

Influências Internas

• Tipo de articulação;

• Resistência interna da articulação;

• Estrutura óssea que limita o movimento;

• Elasticidade do tecido muscular;

• Elasticidade de tendões e ligamentos;

• Elasticidade da pele;

• Habilidade do músculo de contrair e relaxar de acordo com a intensidade do movimento;

• Temperatura das articulações associadas aos tecidos.

Influências Externas

• Temperatura ambiente;

• Hora do dia;

• Idade;

• Sexo;

• Roupa ou equipamento inadequado;

• Nível de condicionamento.

Treinamento Pliométrico

O propósito dos pliométricos é aumentar a velocidade de um desempenho. O treinamento pliométrico tem se mostrado muito efetivo para aumentar a produção de potencia em atletas de esportes como o voleibol, basquete, salto em altura, salto em distancia, lançamentos e corridas de velocidade. Os pliométricos se baseiam nos conceitos de especificidade do treinamento, em que um músculo treinado em alta velocidade irá melhorar nessas mesmas velocidades.

O exercício pliométrico consiste em alongar rapidamente um músculo e imediatamente prosseguir com uma contração do mesmo músculo. Os exercícios pliométricos melhoram a produção de potencia no músculo facilitando os impulsos neurológicos para ele e aumentando a tensão muscular gerada nos componentes elásticos do músculo.

Influência Neurológica

Se o músculo é rapidamente alongado, ocorre excitação dos motoneurônios alfa, contraindo aquele mesmo músculo. Essa excitação é aumentada com a velocidade do alongamento e atinge o máximo na conclusão de um alongamento rápido, após o qual os níveis de excitação diminuem. Assim, se um músculo pode ser rapidamente alongado e imediatamente contraído sem pausa no final do alongamento, ocorre facilitação máxima pelo arco reflexo.

Exemplos de Pliometria

Especialistas sugerem que os exercícios pliométricos sejam feitos sobre superfícies maleáveis, e não mais que 2 dias por semana. A incidência de lesão é mais alta durante o uso do treinamento pliométrico quando esses fatores não são levados em conta. Além disso, o treinamento pliométrico deve ser usado muito conservadoramente quando os participantes têm pouca força nos músculos que vão ser treinados. Deve-se desenvolver primeiro uma força básica. Sugere-se que o individuo seja capaz de fazer um agachamento com 60% do peso corporal cinco vezes em cinco segundos antes de se iniciar com os pliométricos. Isso é feito para ver se as ações musculares excêntricas e concêntricas podem ser revertidas rapidamente.

Exercícios pliométricos para membros inferiores incluem atividades como pulos sobre uma só perna, saltos em profundidades sobre várias alturas, saltitamentos sobre degraus, pulos rápidos sobre duas pernas, saltos alternados, saltos no banco e saltos rápidos com contramovimentos. A altura de cada salto pliométrico realizado é uma consideração muito importante. As alturas podem variar de 0,25 a 1,5 metro e devem ser selecionadas como base no preparo físico do participante. Uma altura é considerada excessiva se um movimento contrario rápido e vigoroso não puder ser conseguido logo após tocar o solo.

Os exercícios pliométricos podem ser feito uma a duas vezes por semana por um atleta condicionado. Um exemplo de trabalho pliométrico pode incluir de três a cinco exercícios de baixa intensidade (10 a 20 repetições) como saltar no lugar ou saltar sobre as duas pernas; três a quatro exercícios de intensidade moderada (5 a 10 repetições) incluindo saltos sobre uma só perna, saltos sobre as duas pernas ou sobre barreiras; e dois a três exercícios de alta intensidade, incluindo saltos em profundidade (5 a 10 repetições).

As atividades de membro superior podem ser melhor implementadas com cordas elásticas ou materiais que possam ser esticados. O músculo pode ser tracionado em alongamento com uma corda elástica e, então, pode contrair-se contra a resistência oferecida pela corda. Receber uma Medicine Ball e jogá-la de volta imediatamente é outra forma de atividade pliométrica para membro superior.

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